Terapia, Psicanálise ou Psicoterapia?


Ainda hoje encontro inúmeras pessoas que estão muito confusas quanto à definição e o objetivo da Terapia, da Psicanálise ou da Psicoterapia. Muitas frustram-se ao escolher um tratamento e esperar o resultado de outro (que não vai chegar). Na medida do possível, tentarei apontar uma breve ideia dessas atividades nesse artigo.

TERAPIA

Terapia (do grego therapeía) quer dizer, de forma muito ampla, tratamento ou cura de doenças. Essa palavra é utilizada por uma gama muito grande de profissionais da saúde (das mais variadas formações) e serve como “um grande guarda-chuva” para divulgar qualquer forma de intervenção que busque a promoção da saúde (ex.: Acupuntura, Acompanhamento Terapêutico, Psicanálise, Psicoterapia, Hipnose, etc.).

 

 

PSICOTERAPIAS

Psicoterapia é um termo genérico para falar das Terapias que atuam sobre o funcionamento psicológico. As Psicoterapias são estratégias de intervenções utilizados por psicólogos clínicos (Resolução CFP N.º 010/00) para tratar das dificuldades humanas de natureza emocional, cognitiva, comportamental na relação com aspectos fisiológicos.

Existem vários tipos de Psicoterapias (Cognitiva, Comportamental, Psicanalise, Humanista, Corporal, Transpessoal, etc.) que se diferenciam dependendo do tipo de entendimento das origens, manutenção, evolução e tratamento dos sinais e sintomas.

 

 

PSICANÁLISE

Abordagem psicológica criada em 1896 pelo austríaco Sigmund Freud. A Psicanálise é um método de intervenção para quadros de neurose e de psicose. Usa investigação dos processos psicológicos inconscientes através da “atenção flutuante” do psicanalista que irá analisar e interpretar a “livre associação” (falar tudo que vem a mente, mesmo que considere sem importância) do “analisando” (paciente).

A psicanálise, de modo geral, tende a ser um tratamento de longo prazo, sem estabelecimento de metas de resolução de problemas, subjetiva, não científica, de escuta genérica e com o objetivo principal de analisar o discurso do analisando.

 

 

PSICOTERAPIA COGNITIVA

É um tipo de terapia psicológica científica e breve que é sustentada pela ideia de que a maneira como pensamos (nossas interpretações, crenças) modula nossos afetos, comportamentos, estados fisiológicos e relações sociais em um “processo recursivo” (de interação constante entre todos os elementos).

O objetivo da Psicoterapia Cognitiva é acompanhar o paciente no processo de construção de um exercício de reflexão e experimentação sobre o seu existir (pensamentos, humores, comportamentos, estados fisiológicos e situações de vida cotidiana), identificando crenças disfuncionais, problemas a resolver, criando possíveis alternativas, testando suas soluções a fim de ampliar as formas de lidar com/no seu contexto de vida.

A Psicoterapia Cognitiva vem sendo utilizada para o tratamento de inúmeros problemas, como, por exemplo:

  • Dependência química (ex.: álcool, maconha, cigarro, cocaína, remédios);
  • Dificuldades interpessoais (ex.: familiar, conjugal, sexual, profissional, escolar);
  • Transtornos alimentares (ex.: bulimia, anorexia, obesidade);
  • Transtornos de ansiedade (ex.: fobia, pânico, hipocondria, TOC);
  • Transtornos de humor (ex.: depressão, mania, bipolar);
  • Transtornos de personalidade (ex.: paranóica, esquizóide, histriônica, esquiva, dependente, dissocial);
  • Coadjuvante em problemas orgânicos (ex.: cardiopatias, quadros alérgicos, oncológicos, neurológicos).
Assim, pode-se dizer que a Terapia Cognitiva, diferente da Psicanálise, é um tipo de intervenção de curto prazo, com estabelecimento de metas, objetiva, científica, focalizada nas queixas do paciente e no diagnóstico do psicólogo e com o objetivo principal de fazer o tratamento de doenças ou desconfortos.

Saiba mais sobre a Terapia Cognitiva clicando aqui.

Em resumo:
 TIPO DE INTERVENÇÃO CRITÉRIOS ABORDAGEM CIENTÍFICA METAS PRAZO OBJETIVO

Terapia Cognitiva Comportamental

Objetivos

Focal Sim Sim Curto

Tratamento de patologias e desconfortos

Psicanálise Subjetivos Genérica Não Não Longo

Analise do inconsciente

Enfim, espero que essas breves reflexões aqui expostas sirvam para que as pessoas busquem as intervenções adequadas as suas necessidades e objetivos.

Envie suas críticas,  dúvidas e sugestões clicando aqui.

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